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Truque para não ser a última

Truque para não ser a última: ser a primeira

Quantas vezes já lhe aconteceu estar a arranjar-se à pressa e ter o marido e os filhos impacientes à porta à sua espera a pressioná-la?

  • “Então, não vens?”
  • “Mamã. Despacha-te.”
  • “Mamã. Anda. Vamo embola.”

E, mesmo que se limite a passar os dedos pelo cabelo e a aplicar a base e o rímel, para eles é uma eternidade. (É evidente que também penteia as sobrancelhas e é lógico que bochechas com base pedem um pouco de blush, mas não precisa de lhes dizer isso a eles…)

É que depois disso, ainda são necessários uns 10 minutos. Ainda falta o relógio, os sapatos e o casaco. O cachecol é para esquecer porque não tempo para escolher. A carteira é mais importante. Principalmente se não usar a mesma do dia anterior. É que passar tudo de uma carteira para outra é tarefa árdua e morosa.

Como se não bastasse, “os outros”, que se dizem prontos e à espera ainda não vestiram os casacos e ainda não têm a mochilinha com as bolachas e a água, porque se há coisa que pedem quando começam a andar de carro é água e bolacha maria. E ainda é preciso lembrar para fazer xixi antes de sair.

Ah, e brinquedos… Pois, é precisamente quando o elevador está a chegar que o mais novo olha para o mano e vê o aanha (que é o mesmo que homem-aranha) e decide que também quer um puper heói (super-herói).

Mas porquê o atraso? Essa é a grande pergunta.

Ora bem, na verdade, não há atraso algum. É a ordem natural das coisas. Como houve uma ordem para as fazer, algumas acabaram por ficar para último.

O problema é que “os que estão à espera” não entendem isso e não se lembram que a mãe não está a demorar-se porque precisa de se emperiquitar, mas sim que a mãe está a levar o tempo minimamente necessário, porque, tal como eles, também tem que se arranjar antes de sair.

A diferença é que a mãe preferiu avançar com todas as outras tarefas antes de tratar de si e, como tal, teve que ficar para último.

E essas tarefas não são poucas. É que mesmo que não recaia tudo sobre a mãe, porque o pai também faz o seu papel, há pormenores que ficam sempre para ela: – O pai pode vesti-los, mas foi a mãe que escolheu e preparou a roupa;

– A mãe é que tem que preparar e levar o estojo da fralda e afins para a muda, caso o mais novo se descuide (sim, a experiência já reduziu estes items a um pequeno estojo);

– E, também é quase sempre a mãe que tem que os arranjar, sim porque além do vestir, eles também se penteiam e lavam os dentes. Só que não o fazem sozinhos (ainda);

– Por último, se o pai apenas quer deixar a casa minimamente apresentável antes de sair, apanhando os brinquedos, comandos e papéis espalhados pelo chão (o que já não é nada mau), a mãe quer deixar TUDO arrumadinho. É irritante, mas não há nada a fazer. De qualquer modo, do querer ao poder, ainda uma vai uma grande distância.

Então, tal como vos disse no início. Qual o truque para não ser a última?

Fácil. É ser a primeira. Fazer no fim de semana como se faz durante a semana.

É que mesmo que consiga dormir um pouco mais, o que não é fácil, no que se refere ao resto, devia fazer-se da mesma forma:

– A mãe acordava, tomava o banhinho, arranjava-se e depois, só depois é que tratava de tudo o resto.

É evidente que mesmo assim ainda ia deixar algumas coisas para o fim. Ainda iam ter que esperar que se calçasse e que pegasse no casaco e na carteira, mas já era muito menos tempo.

A bem dizer, no cômputo geral, o tempo despendido seria o mesmo, mas tudo (lhes) pareceria muito mais rápido.

ESCLARECIMENTO: o presente artigo não retrata nenhuma família em particular. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência!!! OK??

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