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Mamã fiz cocó

Mamã fiz cocó

Qual é a mãe que não anseia pelo dia em que os seus rebentos largam as fraldas e começam autonomamente a utilizar a sanitinha? Iupi. É uma alegria e toca a ligar aos avós, às tias e aos amigos a dar a boa nova.

– “Uau. Parabéns. Está a ficar crescido”. Dizem-nos orgulhosos e nós ficamos todas vaidosas pelo grande feito.

No princípio, os petizes só vão querer usar a sua sanitinha de bebé, principalmente se tiver música e motivos infantis, mas na verdade, rapidamente passam para a nossa. Começam por pedir ajuda, mas depois, gradualmente irão conseguir usá-la sozinhos.

Bem, sozinhos, é como quem diz… Vão sozinhos fazer xixi, mas, se for o número dois a coisa muda de figura.

Por vezes também acontecem semi-acidentes. É que quando já não querem colocar o adaptador na sanita, às vezes quase se afundam, então gritam: Mamã, Mamã! E lá vamos nós a correr salvá-los. Mas isso faz parte da vida. E vale para todos. Sim, porque é importante não esquecer que no princípio os meninos também fazem xixi sentados. Aliás, quando fazem de pé, é a primeira coisa que contam quando chegam a casa.

“Hoje fiz xixi de pé. Sozinho!”

– “A sério. Muito bem!” Respondemos nós sorridentes.

Mas, isto de fazer xixi e afins na sanita é um processo que os pequenotes vão aperfeiçoando com o tempo. Depois de largarem a fralda e passada a fase em que ainda querem ir acompanhados, é comum vê-los todos contentes a ir sozinhos à casa de banho.

O meu filho mais velho avisa sempre que vai fazer xixi. Deve pensar que é uma informação importante e que deve ser partilhada. Chega ao wc , faz o que têm a fazer e volta, mas… não é sempre assim… Por vezes, avisa que vai fazer xixi, mas afinal faz o serviço completo.

Num desses dias, o piqueno lá avisou que ia fazer xixi, mas estava demorado… Então, de repente, e porque as necessidades básicas têm que ser satisfeitas todos os dias, faça chuva ou faça sol, e as das crianças não têm hora marcada, estão os pais na sala, a jantar com convidados e entre as colheradas da fofa e cremosa sobremesa, ouve-se ao longe: – “mamã – fiz cocó.” A mãe envergonhada pega rapidamente no guardanapo, limpa o creme que a mão trémula devido ao susto espalhou pela cara e vai a correr acudir o inexperiente utilizador de sanitas deixando o pai com a difícil missão de distrair os convidados daquela lembrança enquanto estão a saborear a sobremesa. (– Se for informação a mais, peço imensa desculpa.)

Por seu lado, na casinha, a mãe prepara-se para a sua tarefa. E enquanto abre a caixa das toalhitas já o inexperiente utilizador de sanitas se levantou da retrete. “Espera, não te levantes. Ainda te vou limpar”. “Não, mamã. É melhor assim”. E curva-se, virando-nos o derrière, para ser limpo.

Perante este ensinamento que até vem com demonstração, a mãe resigna-se e segue as instruções do petiz.

E esta? Estamos sempre a aprender. Não interessa com quem.

Quanto aos convidados, não se preocupem. Acabou por não correr mal. 80% dos presentes já tinham ouvido o autor pronunciar aquela frase noutras alturas e os restantes não ficaram chocados pois já lhes aconteceu o mesmo com os sobrinhos e, portanto, estavam familiarizados com a situação. Afinal, faz parte do processo.

São assim as primeiras experiências “sanitárias” dos seres humanos!

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