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As saudades que eu já tinha

As saudades que eu já tinha…

As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha tão modesta quanto eu!

É verdade. Estava cheia de saudades dos papás, de toda a família, de ser mimada pela mamã e pela sogra… Ai, ai! É tão bom estar com aqueles de quem mais gostamos! Há lá coisa melhor?

É verdade que me sinto quase criança outra vez. Mas, no bom sentido. É uma sensação boa, que às vezes apetece relembrar. – Não é pelo facto de os anos passarem e de termos os nossos próprios filhos que os nossos pais não nos veem como os seus bebés. Somos é uns bebés mais crescidos e com mais responsabilidades. E por isso mesmo também queremos e temos que ser mimados. E ninguém nos mima melhor do que os nossos pais.

Mas, não são só os mimos que deixam saudades. E o ar puro e tranquilo, que se respira naquelas bandas?

Apesar de nesta altura do ano o ar transmontano já ser mais frio, não nos tira a vontade de abrir bem as narinas, inspirar fundo e guardar algum nos pulmões e no coração, para mais tarde matar saudades!

E os piquenos adoram! Tão novinhos e já sabem apreciar as coisas boas da vida. Parece que nasceram ali, tal é o “à vontade” e o gosto de lá estar. Numa das nossas escapadinhas a casa dos avós, disse-me o meu filho mais velho, ipsis verbis: “Mamã, quem me dera que a minha casa tivesse escadas como esta!” Percebi de imediato o que ele quis dizer: adora o pacote completo: adora visitar os avós e as suas casas grandes, com escadas, jardim e cães! Poder andar de bicicleta ou jogar à bola sem precisar de se deslocar ao parque mais próximo para o fazer.

E as coisas boas continuam: Não é só de amor e ar puro que se vive por ali. Também temos a comidinha caseira, acabada de fazer com legumes da horta, que liberta mais vapor do que uma locomotiva e que nem sonha em passar  pelo micro-ondas.

E, claro, aproveitamos estes dias para alguns exageros sem remorsos, pois não há como fugir às tentações que se nos apesentam sob a forma de bolo de chocolate e outras sobremesas que só as mães (de antigamente) sabem e têm paciência de fazer.

Por fim, para aguentar as saudades por mais algum tempo, no carro traz-se de tudo um pouco e conseguimos prolongar a sensação de proximidade com os nossos.

Mas, a distância é grande e parte destes fins de semana é passada na estrada e, como não podia deixar de ser, a seguir ao domingo vem uma semana, carregadinha de dias úteis… oh sorte! O que vale é que um deles já passou…

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